Uma edição a cada sábado
Reflexão semanal, articulistas convidados e análises sobre fé, ressentimento, relações humanas, morte, consumo e os dilemas da vida contemporânea.
AOS QUE AINDA DESCONFIAM
LUIZ FELIPE PONDÉ · CONTEÚDO EXCLUSIVO
Uma newsletter para ir além da superfície, sem cortar caminho.
Um podcast sobre o que inquieta, provoca e define o nosso tempo.
Sob a curadoria intelectual e a ironia de Luiz Felipe Pondé.
Sem a obrigação de concordar.
O pensamento como um fim em si mesmo.
01 / 02A plataforma do Pondé.
Um espaço de Luiz Felipe Pondé dedicado às ciências humanas, à cultura e ao conhecimento. Um ambiente digital que reúne sua produção intelectual, seus projetos próprios e as produções de autores sob sua curadoria.
O projeto estreia com Do Pensamento no Deserto e O Bolshevik, os primeiros de uma série de iniciativas dedicadas às humanidades. Uma proposta comprometida com o conhecimento, com a liberdade intelectual, com o rigor acadêmico e com a coragem de examinar ideias para além das trincheiras ideológicas.
Uma plataforma de conteúdos por assinatura.
Em breve como aplicativo na App Store e no Google Play.
O amor, a fé, o ressentimento, o cansaço.
O contemporâneo não é só o que acontece lá fora.
Abertura da newsletter marcando a oposição entre o barulho performático contemporâneo e a necessidade do deserto e do silêncio para pensar de verdade.
Manifesto inaugural: por que pensar exige deserto e por que o barulho é o novo analfabetismo
No Finados, fugimos da certeza de que seremos esquecidos. Escondemos a morte e tratamos o luto como doença a ser medicada.
A medicalização do luto e a recusa contemporânea de habitar a perda
O cínico finge não acreditar em nada, mas é o mais supersticioso. Quando o desespero bate, ele reza escondido; sua ironia não dá conta do abismo.
O cinismo como superstição invertida: a tradição judaica e a impossibilidade de viver sem transcendência
A vida afetiva virou negociação jurídica. Aplicativos de relacionamento criaram uma geração que prefere a solidão higiênica ao risco do afeto profundo.
A consciência e o desejo: por que a racionalização do afeto é uma forma de aniquilamento do sujeito
O ressentimento é a emoção que mais constrói civilizações. A pergunta não é se somos ressentidos, mas o que aconteceria se deixássemos de ser.
Nietzsche, Oakeshott e a política do ressentimento: o que acontece quando a inveja vira programa de governo
Comprar é o ritual religioso secular. Tentamos preencher o abismo de nossa insuficiência estrutural com produtos com desconto.
A Teoria Crítica e o consumo como liturgia: Adorno, Horkheimer e o shopping center como catedral
Chegar ao fim do ano é atestado de sobrevivência. A exaustão não é física, mas de quem passou meses fingindo ser relevante em um universo indiferente.
Camus, Cioran e a virtude do cansaço: quando desistir da felicidade é o primeiro ato de lucidez
As festas de fim de ano como ápice da falsidade social. Brindamos a afetos de plástico para não encararmos a aterradora solidão que nos habita.
O cinema e a solidão em grupo: de Ozu a Bergman, a câmera como testemunha do vazio nas reuniões familiares
A imposição da alegria familiar gera mal-estar naqueles que têm coragem de admitir que a família é, muitas vezes, um fardo.
Nelson Rodrigues e o Natal: a família como palco de tragédias silenciosas e afetos impossíveis
O Natal não é ceia farta, mas beleza no pântano. Deus se faz carne na manjedoura, e a esperança só faz sentido para quem está no fundo do poço.
Teologia da manjedoura: por que a esperança cristã só faz sentido para quem habita a miséria
A passagem de ano como ápice do autoengano. A esperança de um ano melhor é apenas o anestésico necessário para suportarmos o mesmo tédio.
O mito do recomeço e a sabedoria do Eclesiastes: nada de novo sob o sol — e por que isso pode ser libertador
A mentira de que a vitória traz repouso. O sucesso apenas inaugura uma ansiedade maior: o medo constante de perder a relevância.
O consumo de causas como anestésico para a irrelevância: quando o sucesso vira vitrine vazia
Sobreviver exige hipocrisia. A sinceridade absoluta não é virtude, mas sintoma de crueldade; a civilização depende da mentira para não desmoronar.
A hipocrisia como virtude civilizatória: por que a sinceridade radical destrói vínculos
O covarde se disfarça de prudente e chama isso de maturidade. Ele sabe que o mundo pune quem ousa e prefere a mediocridade segura.
A prudência como álibi: Oakeshott, o ceticismo político e a coragem que ninguém quer ter
A obsessão por dietas e longevidade é apenas covardia diante da morte. Transformamos o corpo em templo estéril e esquecemos a finitude.
O corpo como último ídolo: a obsessão pela saúde como sintoma de imaturidade diante da finitude
O discurso de emancipação gerou solidão. Mulheres exaustas pela autossuficiência e homens inseguros que perderam o desejo diante da vigilância.
Nelson Rodrigues e a solidão dos emancipados: o desejo como território perdido entre homens e mulheres
Nas vésperas das eleições, fingimos que o voto nos salva do abismo. A política virou palco para depositarmos a esperança vã de resolução da tragédia humana.
A irracionalidade do voto e a ilusão da escolha racional: o que a psicologia política nos ensina sobre eleições
A praga dos inteligentinhos que arrotam virtude nas redes sociais. Estar do 'lado certo da história' é apenas vaidade disfarçada de compaixão.
A ética performática das redes: quando a virtude digital substitui a virtude real
A ilusão do pertencimento nacional (Sete de Setembro) esconde o desamparo de não suportar a própria solidão. O nacionalismo como refúgio dos ressentidos.
Comportamento político e a fabricação simbólica do patriota: o que o Sete de Setembro revela sobre nossa imaturidade cívica
Nossa Senhora Aparecida e a fé utilitária. A espiritualidade não pede milagres; ela ocorre no silêncio aterrador onde Deus se recusa a ser funcionário.
A apologética do silêncio: quando Deus se cala e a fé utilitária desmorona
O Dia das Crianças revela nossa obsessão doentia. Projetamos neles nossa necessidade de perfeição, criando jovens mimados e incapazes de sofrer.
Winnicott e a criança impossível: quando a projeção parental impede o amadurecimento
Programação preliminar, sujeita a atualização. As datas temáticas refletem o planejamento editorial; a publicação regular acontece aos sábados pela manhã.
TERÇAS · QUARTAS · SEXTAS
A pauta é livre.
A ironia, inevitável.
Das notícias que nos sobressaltam às questões que atravessam a experiência humana, Pondé comenta, analisa e provoca três vezes por semana. Um podcast solo exclusivo para assinantes, sem embalar o mundo para presente.
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Do Pensamento no Deserto é uma newsletter semanal de reflexão, com análises culturais, históricas e filosóficas de temas contemporâneos. O Bolshevik é um podcast exclusivo em que Pondé analisa acontecimentos, notícias e as inquietações da experiência humana, três vezes por semana. Os formatos se complementam, mas também podem ser assinados separadamente.
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